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Ansiedade, quando devo me preocupar?

Você já se perguntou como andam suas emoções e os impactos delas no seu funcionamento? Vamos refletir: nossas emoções estão em todos os relacionamentos que nos interessam: no trabalho, em nossas amizades, nas interações familiares e em relacionamentos íntimos. As emoções podem salvar nossas vidas, mas também, causar danos e arrependimento. É importante que se haja um equilíbrio, uma vez que as emoções estão fortemente influenciadas em nossa qualidade de vida. Há um consenso sobre como as emoções nos afetam, o que pode ocasionar sofrimento e prejuízos, mas será que nós estamos atentos?

Tente lembrar sobre a sua última semana, nela você se sentiu com medo de perder o controle? Dificuldade de respirar? Com medo de morrer? Com um “nó na garganta”... Se a resposta for sim, você pode estar com alguns sintomas de ansiedade, que podem ser melhores investigados. A ansiedade, assim como a depressão está entre os transtornos psíquicos mais encontrados na sociedade, sendo conhecidos como o mal do século. Ela é uma reação emocional comum do ser humano, que ora nos beneficia e ora nos prejudica, dando uma sensação de “paralisia”. De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM V) o transtorno de ansiedade é caracterizado como uma preocupação persistente e excessiva acerca de vários domínios da vida, como escola, saúde e trabalho, em que o indivíduo encontra dificuldades de controlar-se e tem sensações, como: “nervos à flor da pele”, “brancos”, tensões musculares e alterações no sono entre vários outros sintomas e intensidades. Um dos tratamentos para ansiedade é a psicoterapia. No processo psicoterápico o paciente poderá refletir sobre seus pensamentos, tomando consciência da suas questões psíquicas, estado de humor e investigar sobre seu modo de funcionamento e queixa juntamente com o psicólogo.

Poderá adquirir estratégias e habilidades a serem tomadas, como por exemplo, técnicas de respiração, autonomia e respostas assertivas, afim de amenizar os sintomas e proporcionar uma maior qualidade de vida. O ministério da saúde (BVSMS) acredita que a maior parte das pessoas começa a ser sentir melhor e retoma suas atividades depois de algumas semanas de tratamento, por isso é importante procurar ajuda especializada tanto médica quanto psicológica. Portanto entende-se que nossa qualidade de vida sofre grandes impactos de nossas emoções, dessa forma é importante ter em mente que as pessoas fazem o que é possível para o momento vivenciado podendo adquirir mais habilidades com menos sofrimento. Como já dizia uma das referências em psicologia - Skinner: “Uma falha nem sempre é um erro, pode ser apenas o melhor que conseguimos fazer sob certas circunstâncias – O erro real é parar de tentar” sendo assim o psicólogo poderá contribuir para que as pessoas continuem tentando... Tentando buscar energia quando sentem que não tem, tentando encontrar sentido nas pessoas, relacionamentos e trabalho que geram mais angústias e tristezas do que realizações, tentando fortalecer potencialidades para uma qualidade emocional e até mesmo tentando não parar de tentar. Afinal... E você? O que você vem tentando fazer com suas emoções?


Marina Celestino Soares Psicóloga do Secovimed Serviço Social da Habitação de Uberlândia

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