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Cirurgia para tratamentos do diabetes.

O Diabetes Mellitus é caracterizado pelo aumento dos níveis de glicose circulante no sangue. Esse aumento é decorrente da deficiência de insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas, ou ainda pela resistência periférica a esse hormônio. Atualmente se sabe que quando o organismo fica exposto a taxas aumentadas de glicose durante longo período, vários órgãos são prejudicados adquirindo doenças graves e irreversíveis tais como: cegueira, insuficiência renal, "pé diabético" (frequentemente associado à amputações do membro). Por tudo isso o Diabetes é considerado uma doença de grande impacto na vida do paciente e deve ser tratado com muita seriedade sempre que se tem conhecimento do mesmo.

O Diabetes afeta atualmente mais de 120 milhões de pessoas em todo o mundo e estima-se que esse numero deverá aumentar para 300 milhões até o ano de 2025. A doença possui duas formas de apresentação: o Diabetes tipo 1 e o tipo 2, sendo que mais de 90% das pessoas apresenta o Diabetes tipo 2, que é justamente a forma que pode ser revertida quando bem tratada. O tratamento inicial para o Diabetes tipo 2 é feito através de um grupo de medicações denominado "hipoglicemiantes orais". Contudo pelo menos 30 % dos pacientes, em algum momento de suas vidas, necessitarão do uso de insulina que é usualmente injetada sob a pele. Atualmente é sabido que as chamadas cirurgias metabólicas são capazes de resolver ou melhorar o Diabetes tipo 2 na grande maioria dos pacientes. Essa constatação teve início no ano de 1995 com Dr. Walter Pories nos USA, que após acompanhar, por um período de 14 anos, 146 diabéticos que foram operados para tratamento da obesidade por cirurgia bariátrica, observou que 83% desses pacientes mantiveram seus níveis de glicose normais, ficando assim livres do Diabetes.


Mais tarde no ano de 2003 o Dr.Phillip Schauer também dos USA publicou os resultados semelhantes com seu estudo em 191 pacientes. Hoje sabemos que a resolução do diabetes através da cirurgia não ocorre apenas por consequência da perda de peso do paciente, como inicialmente foi pensado, mas principalmente pela ação de hormônios que são liberados pelo aparelho digestivo operado. Os pacientes apresentam níveis de glicose melhorados ainda antes de perderem peso. Esses hormônios que são chamados de incretinas intestinais (GLP1; PYY) são liberados pela presença precoce de alimento na parte final do intestino, situação proporcionada pela técnica cirúrgica aplicada.


Atualmente o Conselho Federal de Medicina (CFM) aprova a realização da cirurgia para tratamento do Diabetes Mellitus tipo 2 em pacientes que tenha obesidade grau II ou maior, ou seja, que apresentam IMC (índice de massa corpórea) maior que 35 kg/m2. Entretanto estudos com resultados promissores apontam para a realização da cirurgia, num futuro próximo, também para diabéticos com IMC menores que esse. Após a publicação de vários estudos na literatura medica mundial, não resta mais duvidas quanto a eficiência da cirurgia para o tratamento do Diabetes, sendo assim, uma ferramenta importante que deve ser considerada no combate dessa doença grave.


Dr. Marnay H. Carvalho Membro Titular da Soc. Brasileira de Cirúrgia Bariátrica e Metabólica

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